Surucuá-grande-de-barriga-amarela

O Surucuá-grande-de-barriga-amarela é um Trogoniforme da família Trogonidae. Conhecido também como Capitão-do-mato, Curuxuá, Surucuá-de-barriga-dourada, Surucuá-de-cauda-branca e Urukuá (nome indígena - Mato Grosso).

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) trôgón, trogo = devorar, roer, para roer ou para ser roído a forma como a ave se alimenta. ; e do (latim) viridis = verde. Ave devoradora verde.

Características

Mede cerca de 30 centímetros de comprimento e pesa 93 gramas.
Apresenta dimorfismo sexual. O macho tem o bico cinza azulado. Os olhos são escuros de coloração marrom e apresentam um claro anel periocular de coloração azul. As regiões auriculares são pretas. A garganta e a porção superior do peito são pretos e as partes laterais do peito apresentam uma coloração azul escuro ultramarino que contrasta fortemente com o ventre que é amarelo. A nuca, manto e as costas são verde esmeralda com reflexos azul arroxeado, ou verde. As rêmiges são pretas om marcações brancas. As coberteiras são azul esverdeadas. A cauda longa e escura apresenta três pares de penas com a face inferior na cor branca com a extremidade preta. As bordas externas das retrizes são pretas. A parte dorsal da cauda é da mesma coloração do manto, entretanto apresentam esta coloração menos intensa.
A fêmea menos exuberante que o macho da espécie apresenta a cabeça cinza. Sua mandíbula superior apresenta a coloração cinza azulada e a mandíbula inferior é cinza. A região loral é preta. Os olhos a fêmea são semelhantes aos olhos do indivíduo do sexo masculino. O peito é cinza e o ventre amarelo. A nuca, manto e dorso também são de coloração cinza. A cauda apresenta as retrizes com barrado branco na porção lateral, terminando com uma barra branca na sua extremidade distal. A face dorsal das penas retrizes apresenta em sua extremidade distal uma barra subterminal preta.

Subespécies

Possui duas subespécies:

  • Trogon viridis viridis (Linnaeus, 1766) - ocorre na Colômbia a Leste da Cordilheira dos Andes até o Norte da Bolívia e no Brazil; ocorre também na Ilha de Trinidad no Caribe;
  • Trogon viridis melanopterus (Swainson, 1838) - ocorre na porção tropical Sudeste do Brasil, do estado da Bahia até o estado de São Paulo.

(Clements checklist, 2014).

Alimentação

A sua dieta baseia-se em frutos e insetos (formigas e artrópodes) capturados no alto das árvores.

Reprodução

Constrói seu ninho em cupinzeiros de árvores ou buraco nas árvores provocados por ação apodrecimento natural ou por ninhos abandonados de outras aves. A altura do ninho fica a cerca de 10 a 20 metros acima do solo. A postura é de dois ou três ovos. Ambos os pais alimentam os filhotes no ninho. Durante o período de reprodução, vários machos podem se juntar para cantar, provavelmente como uma forma de atrair fêmeas.

Hábitos

Comum nas bordas e no interior de florestas altas (úmidas ou secas) e em capoeiras.

Distribuição Geográfica

Presente na Amazônia brasileira, em direção sul até Santa Catarina. Encontrado também do Panamá à Bolívia.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • del Hoyo, J.; et al., (2014). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.

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